Uma longa caminhada
Decidi fazer um blog para ter um espaço onde eu possa publicar acontecimentos que saem na mídia e aqueles que ficam escondidos aos nossos olhos. Caminhar parece uma tarefa difícil quando não temos a mínima noção de como vamos nos equilibrar.Assim está sendo para mim iniciar nessa jornada- estou começando a dar os primeiros passos na profissão de jornalista.Sei que quedas vão fazer parte dessa caminhada;mas assim como uma criança,vou levar um susto e me levantar,afinal, caminhos devem ser trilhados quando acreditamos em um ideal."Página Virada 2005".Quantos escândalos estão fazendo parte da nossa história...Tomara que todos esses problemas façam parte de uma página virada em nossa vida,afinal,a dignidade é um dos princípios que todo o ser humano deve preservar.As boas notícias devem constar sempre nas páginas desse imenso diário,que é a vida.
O primeiro passo foi dado.Que vocês,leitores,me ajudem a dar os seguintes.
Falando em primeiros passos e quedas...mais uma vez, o assunto "Eutanásia" está sendo discutido.Quem não se lembra do caso da americana Terri Schiavo,de 41 anos,que viveu,durante 15 anos,em estado vegetativo devido a danos cerebrais? Em abril deste ano, a Justiça determinou,a pedido do marido dela, Michael Schiavo, que o aparelho que a mantinha viva fosse desligado. O marido de Terri se baseava na argumentação de que ela havia dito várias vezes,antes de ficar em estado vegetativo, que não gostaria que sua vida fosse mantida artificialmente,caso algo acontecesse. Para os pais da americana, Bob e Mary Schindler, a filha "tinha um estado mínimo de consciência". Afinal, a Eutanásia seria um ato de amor , um crime ou uma covardia?
No jornal "O DIa" de hoje foi manchete a história do menino Jhéck Breener de Oliveira, de apenas quatro anos de idade e que sofre de uma doença degenerativa irreversível.Há quatro meses ele está internado no Centro de Terapia Intensiva de um hospital no interior de São Paulo.
O pai do garoto defende a Eutanásia "porque quer amenizar o sofrimento do filho",já que ele não anda,não come,não enxerga,não fala,não joga bola e nem vai à escola. A mãe acredita na força de Deus. E não pensa em desligar os aparelhos.
Um assunto delicado como esse é difícil de ser discutido,afinal, há argumentos para se defender e ser contra.
Ninguém tem o direito de interromper a vida. Acho que quem está vivendo o problema tem esperanças de melhoras. Milagres acontecem no coração daqueles que acreditam na vitória a seu modo.O sofrimento maior, muitas vezes, é da família que encontra-se sem perspectivas para o quadro clínico.
Cabe a cada um escolher o destino da vida. Comecei o meu blog falando sobre "dar o primeiro passo".Não é certo o responsável ,quando se é menor de idade,decidir interromper essa caminhada.Muitas forças vêm,de uma maneira inexplicável,quando menos esperamos. Por que não esperar a ordem natural das coisas? E se a vontade da criança for de viver cada segundo?
Um médico explicou que o menino não sente dor e nem sofre. Acredito que a dor esteja em ver, a cada dia,uma pessoa que amamos,presa à aparelhos e sem comunicação com o mundo aqui fora.
Independentemente de ser considerado um ato de amor, um crime ou uma covardia, que jamais exista o sofrimento,afinal, vida é luz,calor,realização,sonhos,nascimento.
E esse não será o último caso em que se discute a Eutanásia.Pode ter certeza.

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