26 março 2006

Besteiras, Brigas e Bobeiras


Finalmente chegou ao fim a sexta edição do Big Brother Brasil. Estaria mentindo se dissesse que nunca assisti ao programa.
Na primeira edição, por ser novidade, curtia ficar em frente à TV acompanhando o confinamento dos participantes. A partir da segunda edição, os que entravam na casa passaram a copiar os tipos que caíam no gosto do público. Uma chatice.
Assim como o capítulo final de uma novela, que todos querem assistir, fiz o mesmo com o BBB 6. Pedro Bial apresentou o programa ao som de Zeca Pagodinho, que parecia não saber o que estava fazendo no evento. No final da primeira canção Bial agradeceu ao cantor e saiu falando por cima, enquanto a banda tocava.
Dentro da casa, três participantes apagados. Do lado de fora, os outros "brothers" faziam figuração. A participante Inês vestia uma roupa toda branca, com um tecido estranho. Na cabeça, um capuz que a deixava parecida com o E.T. do filme de Steven Spielberg. No bloco seguinte, ela apareceu sem o capuz e com o cabelo preso. Algum figurinista deve ter dado um toque. Ficou melhor, até porque pior seria impossível.
Pedro Bial foi conferir se Gustavo havia tomado banho e deu uma cafungada no monge. Disse que ele estava cheirosinho. Com ar de quem pagava um mico o apresentador encarnou um DJ de peruca "black power" e óculos escuros. Até homenagem recebeu. Constrangido, agradeceu ao vivo para o diretor Boninho.
Juras de amor foram feitas no ar -a banalização desse sentimento está a cada dia mais evidente. Até que, finalmente, a baiana Mara, pobre o sorteada para lá estar, foi declarada vencedora. Ao sair da casa, Bial perguntou a Mara como estava se sentindo. A resposta: "agora estou chique!"
É isso aí, o povo quer ser chique, de preferência com 1 milhão no bolso. Bial teve atropelos, pagou mico e o programa teve poucas novidades.