18 setembro 2005

O manuseio de conhecimentos


Manusear o jornal é uma boa pedida para quem quer ficar informado.Manusear livros é uma boa maneira de abrirmos nossos horizontes e nos aprofundarmos em assuntos interessantes.
Acessar a internet é uma boa para quem prefere "navegar" nos acontecimentos e ficar "plugado" com a realidade;mas de uma maneira virtual. Seja no manuseio de folhas ou num "click",sempre é válido buscar informação.
"A arte de fazer um jornal diário",escrito pelo jornalista Ricardo Noblat é uma boa opção de leitura. Gostei muito e por isso resolvi escrever um pouco sobre essa leitura.
Acessem ao que escrevi.Folheem o livro.Vale a pena.

Jornal- substantivo masculino-1: gazeta diária; diário.2: noticiário.
Sete horas da manhã. O café está na mesa e o jornal, com notícias tão frescas quanto ao pão quentinho que é degustado, está na poltrona, esperando o momento de ser "degustado".


Seu João senta-se, abre o jornal e, a cada virar de página, observa atentamente, o que está acontecendo no mundo. Em um leve cochilo, o pensamento de seu João começa uma viagem e assim, imagina como cada etapa é feita até que se tenha a "informação completa"- objetiva e clara.

Para orientar pensamentos em um cochilo como o de seu João, o jornalista Ricardo Noblat faz um resumo ilustrado por histórias que vivenciou e nos mostra algumas previsões realistas para os que não cochilam na poltrona, mas sim, buscam conhecimento em sala de aula para se tornarem profissionais consagrados de jornalismo. Para estes, a obra é imprescindível, afinal, o conteúdo é informativo e deve fazer parte dessa bagagem de aprendizado. O texto, escrito com palavras simples e com um leve humor, torna a leitura mais prazerosa e menos sisuda.

Aparentando ser dono de uma boa memória, o jornalista deixa explícito que para escrever o livro baseou-se em sua experiência jornalística e parece ser reflexo de seu trabalho como editor no Correio Braziliense.

Deixando os alunos de jornalismo preso às cadeiras, Noblat dá uma aula de conhecimento e explica o que acontece no jornalismo cotidiano daquele que lida com a notícia e também retrata o desafio de se fazer um jornal diário; as dificuldades e realizações.

" A arte de fazer um jornal diário" reúne lições de ética, estilo e técnicas de como se fazer uma boa reportagem. O tom em que essa aula de conhecimento é passada provoca uma sensação de intimidade, desarmando até os que parecem ter um certo receio.

Na poltrona, seu João parece estar inquieto. Nesse momento, uma questão é abordada: o autor faz com que leitores pensem e questionem o destino que os jornais tendem a tomar; até porque nessa "Era informatizada", as antigas folhas soltam podem ser manuseadas, daqui há um tempo, somente em um "click". Dessa maneira, as notícias serão "acessadas" e "deletadas".

Partindo do princípio de que a fórmula atual dos tablóides é obsoleta e arcaica, o jornalista propõe uma mudança radical na estrutura, já que para ele, o público que lê jornal envelhece a cada dia sem ser renovado, explicando que dessa maneira, a tendência é os jovens procurarem a internet, por ser moderna e atual como eles. Ricardo ainda defende a teses de que o jornalismo opinativo seria capaz de atrair um número maior de apreciadores de "notícias em folhas de papel".

Sempre atento ao cotidiano, Ricardo Noblat aborda a relação entre pais e filhos, relacionando o fato de os editores só pensarem em fazer o jornal para que os pais leiam, não se preocupando com o público mais jovem- os filhos. Para alguns jornais, a diversão para os mais novos parece só existir aos domingos, quando vêm as histórias em quadrinho em um caderno especial, juntamente com curiosidades.

A partir dessa observação, o autor revela que os jornais estão tendo uma queda significativa nas vendagens e publicidade e, a sugestão é que se comece a investir mais em reportagens, principalmente por um jornalismo independente.

A polêmica entrevista que o jornalista fez com o sociólogo e autor do livro " Casa grande & Senzala", Gilberto Freire, é um atrativo a mais, pois retrata a verdadeira face de uma boa entrevista.

De todos os assuntos descritos no livro, a relação das fontes com as informações em "OFF" pode ser considerada uma das mais relevantes pois envolve m princípios éticos e legais.

O ápice do trabalho do jornalista são os bastidores da concretização de um jornal e a análise crítica dos textos dele que deixa claro que escrever bons textos não é sinal de talento e sim, classifica, como resultado de boas leituras e momentos de ponderação.

O telefone toca. Seu João acorda no susto. O cochilo foi uma aula de conhecimento e uma volta ao tempo à época em que era um dos alunos que sentava nas cadeiras da sala de aula de um curso de jornalismo, mas que jamais dormiu no ponto. O jornal é fechado. Amanhã, no café, o "pão quentinho", mais uma vez, vai ser esperado com ansiedade e devorado. Talvez o cochilo venha, mas na memória, o aprendizado permanece acordado.

11 setembro 2005

Acontecimentos não têm feriado...e muito menos recesso



Feriado no meio da semana. Um dia de folga no trabalho faz bem à mente,afinal, a rotina às vezes precisa dar uma trégua. Um dia de feriadão ideal começaria assim: sol, café da manhã e na leitura dos jornais,notícias positivas,que nos dessem ânimo.Isso não acontece em feriado,Natal e muito menos no Ano Novo.
7 de setembro-Independência do Brasil.Mas essa "independência" só acontece no calendário. Continuamos dependentes das autoridades para sermos um país justo,sem corrupção e estragos.
Para o Brasileiro carioca a melhor opção para quem ficou na cidade seria permanecer em casa- atravessar o túnel e ir em busca de diversão na zona sul pode ser perigoso; se for à boite pode ser vítima de algum pitboy; viajar com a família não é possível,afinal, o "mensalão" não está na conta dos dignos trabalhadores;ir à praia seria uma diversão e tanto-- dá para pegar um bronzeado e ainda fazer um cooper- é preciso correr do arrastão.Será que vale a pena correr esses riscos?
Atualmente os acontecemintos é que estão precisando de um feriado-quem sabe,assim,eles não voltam "em plena forma" e um papo interessante que não "estresse" os leitores? Talvez um feriado não seja suficiente.Que tal um recesso?

04 setembro 2005

Ka(T)rina


Acreditava-se que no Brasil não havia a passagem de furacão;mas infelizmente,isso parece não ser verdade.
Há uns meses, uma denúncia deu lugar a um escândalo que vem trazendo conseqüências semelhantes ao Brasil a de um furacão- miséria,lama,desgraças,sofrimento e um caos que parece não ter solução.
Há alguns dias, um furacão no sul dos Estados Unidos tem arruínado povos daquela região. Destroços por toda a parte e vidas destruídas. Fome,sede,desaparecimento e corpos espalhados pela cidade.É este o cenário que vem entristecendo cidadãos de todos os cantos do mundo.
A cidade está sob a água. E ainda têm pessoas saqueando casas,lojas e agredindo covardemente vítimas que já perderam tudo diante da fúria do furacão.
A capital do Jazz está afônica. O país do futebol encontra-se sem "uma jogada de mestre",afinal, o furacão que acontece no Brasil (com tornados de corrupção e escândalos políticos) tem uma peça que atende pelo nome de Fernanda Karina;o furacão que atingiu Nova Orleans é conhecido como KaTrina.
"Qualquer semelhança será mera coincidência"?

Foto: site Terra- em 02/09/2005- Moradores de Nova Orleans sendo resgatados.

01 setembro 2005

Uma longa caminhada

Decidi fazer um blog para ter um espaço onde eu possa publicar acontecimentos que saem na mídia e aqueles que ficam escondidos aos nossos olhos. Caminhar parece uma tarefa difícil quando não temos a mínima noção de como vamos nos equilibrar.Assim está sendo para mim iniciar nessa jornada- estou começando a dar os primeiros passos na profissão de jornalista.Sei que quedas vão fazer parte dessa caminhada;mas assim como uma criança,vou levar um susto e me levantar,afinal, caminhos devem ser trilhados quando acreditamos em um ideal.
"Página Virada 2005".Quantos escândalos estão fazendo parte da nossa história...Tomara que todos esses problemas façam parte de uma página virada em nossa vida,afinal,a dignidade é um dos princípios que todo o ser humano deve preservar.As boas notícias devem constar sempre nas páginas desse imenso diário,que é a vida.
O primeiro passo foi dado.Que vocês,leitores,me ajudem a dar os seguintes.

Falando em primeiros passos e quedas...mais uma vez, o assunto "Eutanásia" está sendo discutido.Quem não se lembra do caso da americana Terri Schiavo,de 41 anos,que viveu,durante 15 anos,em estado vegetativo devido a danos cerebrais? Em abril deste ano, a Justiça determinou,a pedido do marido dela, Michael Schiavo, que o aparelho que a mantinha viva fosse desligado. O marido de Terri se baseava na argumentação de que ela havia dito várias vezes,antes de ficar em estado vegetativo, que não gostaria que sua vida fosse mantida artificialmente,caso algo acontecesse. Para os pais da americana, Bob e Mary Schindler, a filha "tinha um estado mínimo de consciência". Afinal, a Eutanásia seria um ato de amor , um crime ou uma covardia?
No jornal "O DIa" de hoje foi manchete a história do menino Jhéck Breener de Oliveira, de apenas quatro anos de idade e que sofre de uma doença degenerativa irreversível.Há quatro meses ele está internado no Centro de Terapia Intensiva de um hospital no interior de São Paulo.
O pai do garoto defende a Eutanásia "porque quer amenizar o sofrimento do filho",já que ele não anda,não come,não enxerga,não fala,não joga bola e nem vai à escola. A mãe acredita na força de Deus. E não pensa em desligar os aparelhos.
Um assunto delicado como esse é difícil de ser discutido,afinal, há argumentos para se defender e ser contra.
Ninguém tem o direito de interromper a vida. Acho que quem está vivendo o problema tem esperanças de melhoras. Milagres acontecem no coração daqueles que acreditam na vitória a seu modo.O sofrimento maior, muitas vezes, é da família que encontra-se sem perspectivas para o quadro clínico.
Cabe a cada um escolher o destino da vida. Comecei o meu blog falando sobre "dar o primeiro passo".Não é certo o responsável ,quando se é menor de idade,decidir interromper essa caminhada.Muitas forças vêm,de uma maneira inexplicável,quando menos esperamos. Por que não esperar a ordem natural das coisas? E se a vontade da criança for de viver cada segundo?
Um médico explicou que o menino não sente dor e nem sofre. Acredito que a dor esteja em ver, a cada dia,uma pessoa que amamos,presa à aparelhos e sem comunicação com o mundo aqui fora.
Independentemente de ser considerado um ato de amor, um crime ou uma covardia, que jamais exista o sofrimento,afinal, vida é luz,calor,realização,sonhos,nascimento.
E esse não será o último caso em que se discute a Eutanásia.Pode ter certeza.